Me preparando para dormir, me peguei sentada na cama, com o olhar cabisbaixo e com pensamentos a mil..pra ser mais especifica, eu estava recapitulando o que tenho feito da minha vida nesses últimos meses.
Desde que começou o ano, tive a sensação que estou "flutuando", como se estivesse apenas observando os acontecimentos, sem me manisfestar, esperando o ideal momento de agir. Não sei ao certo até que ponto agir dessa maneira contribui para o meu crescimento.
Pra falar a verdade, não sei até que ponto, novamente utilizando esse termo, eu cresci nesses tempos..não sei quanto de mim foi substituído, não sei quantas memórias fora retiradas e quantas foram armazenadas. Não sei ao certo quem eu guardei no coração, e quem eu, inconscientemente ou conscientemente, retirei.
Pra ser mais clara, as vezes eu me pego pensando em quem eu realmente me tornei..o que restou daquela menininha de cabelos louros e olhinhos verde. Quais partículas daquela inocência ficaram incrustadas nesse novo monumento que hoje me chamam pelo nome. Me pergunto: Quem é que hoje habita essa minha casca corporal? Quem?
Pra responder isso, acho que terei que dar muitos passos, talvez nem com milhões deles eu consiga identificar, mas provavelmente, quando eu encontrar artifícios para Me explicar, eu já vou me encontrar com outros pensamentos e com a mesma dúvida? Quais partículas restaram daquela inocência, hoje incrustada nesse novo monumento que me chamam pelo nome?
Sem mais escrever a respeito das perguntas, me deparo com uma amplitude de vazio, pois percebo que minha vida é um eterno ponto de interrogação, afinal, me equivoco com o passado, me questiono sobre o presente e me interrogo quando penso no futuro.
Discografia que me acalentou no decorrer da escrita desse post.

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